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Fabio Junior, 47ª (AC) - Analista Administrativo (INCRA - 2024)

Já conhece a história de sucesso de Fabio Monteiro de Oliveira Junior? Veja mais depoimentos de alunos do TEC!

Oi, eu me chamo Fábio Monteiro de Oliveira Junior, ou melhor, Fábio Junior.

A decisão de estudar para concurso foi meio complicada, já que isso nunca passou pela minha cabeça. A princípio, eu sempre quis empreender, mas o destino me trouxe ate aqui.

Vamos do começo.

No dia 25 de dezembro de 2018 eu sofri um acidente, tive traumatismo craniano (Trauma Cranioencefálico), quebrei os ossos dos seios da face e tive sopro no cérebro. Com isso, devido à alta pressão interna na cabeça, os médicos já tinham me “descartado”, acreditavam que eu não sobreviveria. Porém, com muita força de vontade e muitas orações, eu fui melhorando a cada dia, até ficar estável. Meu período dentro do hospital foram longos, tive perda auditiva unilateral (50 Decibéis), além de paralisia facial (eu fechada meu olho direito com minhas mãos, já que o músculo da face não respondia. Foram momentos muito difíceis na minha vida). Por fim, recebi alta de tudo do hospital no dia 17 de setembro de 2019; dia de festa, por estar vivo, e sair daquele lugar que passei por tanto tempo.

Assim que tive alta, a primeira coisa que pensei foi: “agora posso voltar pra faculdade, voltar minha vida normal (ou quase normal, já que fiquei com algumas sequelas).

Observação: Eu era acadêmico de Engenharia Civil, estava no 7° período da faculdade.

Como é recente na memória de muitos, esse meu período de comemoração foram curtos, já que, em seguida, veio a famosa Pandemia.

Dessa forma, eu voltei a ficar confinado, trancado dentro de casa, mas, agora, por outros motivos; por conta da Covid-19. Assim, fui “tocar” a faculdade de forma remota (eu já estava assim no hospital, né, meus professores iam aplicar as provas comigo dentro do hospital; e eu agradeço muito por isso, me sentia vivo de verdade).

Voltando.

Com o avanço da pandemia, vi que uma das profissões que sentiam muito esses constantes ciclos de crises eram a minha, de Engenheiro Civil. Assim, após meu irmão ter sido aprovado na PRF (PRF 2018/19), eu abri meus olhos e decidi estudar para concurso. Li algumas coisas na internet, alguns relatos de aprovados, inclusive do famoso Cyonil Borges, e decidi que iria estudar.

Como de praxe, fiz igual a todo mundo, comecei fazendo muita coisa errada, ou seja, estava aprendendo a estudar pra concurso, já que o estudo para concurso é completamente diferente pra quem estuda para provas da faculdade.

Bom, acredito que tenha dado início nos estudos quando estava próximo da minha formatura (2021), fazia um pouco do TCC e lia um pouco do conteúdo pra concurso.

Comecei logo pegando as 4 disciplinas básicas para concurso, Português, Matemática, Direito Constitucional e Direito Administrativo, assim ia criando familiaridade.

O problema é que, na engenharia, a gente já sabe que ler, sem prática, não há resultado, não fixa o conteúdo; assim, não adiantava nada ler várias páginas de PDF’s sem fazer questões.

Nesse momento eu tomei a decisão mais certa de toda a minha vida, assinar um site de questões. Assinar o TEC Concurso. Posso dizer com todas as palavras que, se não fosse o Tec, eu não teria cortado vários caminhos do estudo. Aqui, na plataforma, há os melhores comentários, os melhores professores e os alunos mais gabaritados que vão te passar aquele bizu, aquele macete, que vai fazer o conteúdo colar na sua memória.

Com isso, uma das minhas primeiras provas foi a da Sefaz-AL; claro, fui fazer, ainda sem ter uma base consolidada. Resultado? Fui mal, mas vi que estava no caminho certo, tinha feito várias questões e vi muitas delas se repetirem. Assim, ajustei meus estudos, ajustei meus cadernos no TEC para me preparar pra uma que estava logo ali, Sefa-PA.

Edital grande, com mínimos, mas que decidi encarar.

Foi a prova mais difícil que já fiz na minha vida, prova muito extensa; não consegui resolvê-la a tempo!!!

Porém, ainda fiz uma boa pontuação, só não peguei vaga, nem CR.

Como é de se observar, o edital da Sefaz-Am estava na praça, com a prova da Sefa-PA rolando. Com um pouco mais de um mês entre as prova (Sefaz-Pa no final de Março e Sefaz-Am no início de Maio). Decidi encarar mesmo assim.

Mergulhei de cabeça em legislação tributária de lá, fazendo, principalmente, muitas questões inéditas aqui do Tec e encarei. Resultado: peguei CR, posição 54 para Controlador de Arrecadação da Receita Estadual, Ampla Concorrência.

Obs: nesse intervalo de tempo, decidi fazer uma prova da PC-Am (Investigador), que aconteceria no começo de abril. Queria testar para ver como era o estilo de cobrança da FGV (a tão temida FGV). Resultado: ainda peguei um CR lá kkk, tive que voltar pra fazer todas as outras etapas, treinar pro TAF e tudo mais kkkk

Apesar do desânimo em não ter ido bem na Sefa-PA, esse CR no Amazonas me deu um ânimo. Retomei os estudos, ajustei, melhorei meus gargalos e, em seguida, saiu a notícia que sairia a famosa Receita Federal do Brasil. Iai? Vamos encarar, né.

Peguei o Tec, fiz os cadernos de questões separados por assunto de cada disciplinas, deixei o edital verticalizado, e fui batendo assunto por assunto, ate o dia da prova.

Apesar das inúmeras polêmicas da prova, como de praxe da FGV, eu até que fui razoavelmente bem. Fui classificado dentro das vagas e tive a discursiva corrigida. Injustamente, a FGV me eliminou, dando uma motivação geral. MPF pediu suspensão e tudo mais, mas ficou por isso mesmo.

Esse foi um dos maiores “baques” que peguei, porque estava muito bem preparado. Infelizmente o judiciário não entra no mérito da correção e a FGV, como de costume, não dá o braço a torcer, mesmo estando errada.

Acho que eu quase desisti dos concursos; estudava pouco, ou quase nada.

Em seguida, começaram a ventilar o famoso CPNU, um concurso unificado, famoso “Enem dos Concursos”. A princípio, não tinha nenhuma prova aqui perto de casa e o CNU era a grande oportunidade de ficar aqui (Obs.: esse foi o principal motivo por não escolher o bloco 4, apesar da quantidade enorme de vagas para AFT, não queria morar longe, muito menos na fronteira).

Assim, quando saiu a prova, foi uma decisão pensada nos detalhes. Pois tinha que ponderar em ficar aqui no nordeste, de preferência, aqui pertinho de casa (sou de Caxias-Ma), e olhar qual edital eu me encaixaria melhor, com minha bagagem das inúmeras provas que fiz.

Resultado, escolhi o bloco 7 e peguei vaga aqui do ladinho de casa, no Incra, como Analista (que sorte, eim kkkk).

Ah! Antes que eu esqueça. Fiz prova do TRF1, concorrendo a vagas aqui no Maranhão e fiquei em 2° lugar para Técnico e Analista Judiciário (Área Administrativa), além de pegar CR no TJ-Ma (técnico, mas só fiz pra pegar ambiente de prova, usar como base pro CNU) e, aguardando homologar, pegarei CR pra Analista Judiciário (Área Administrativa) no TSE Unificado.

Bom, finalizando, acho que deu pra perceber que minha vida foi de muitos altos e baixos. Mas a mensagem que eu deixo para quem acompanhou até aqui é: Abrace as dificuldades como um degrau para o seu crescimento. Acredite em você; você é exemplo para muitos ao seu redor!!