
1) Quais são as suas aprovações (cargos e colocação)?
2) Qual sua formação e por que decidiu estudar para concursos? Fique à vontade para nos falar de sua história.
Sou graduado bolsista PROUNI em Direito pela PUCMG, Mestre pela PUCMG e doutor em Direito pela UFMG. Sou natural de Coronel Fabriciano, mas moro em Belo Horizonte há 18 anos, quando vim para estudar.
Sou um cara que adoro movimentar, hoje pratico aulas de circo. Além de ser pai de pet, com Amora (cadela), Margarida (gata) e Haroldo (gato).
Eu fiz um caminho inverso da maioria dos meus amigos do Direito, em especial os amigos um pouco mais velhos que já são em maioria concursados.
Investi muita dedicação, dinheiro e energia na carreira acadêmica, com desejo de ser professor universitário. Razão pela qual conclui o ciclo do mestrado e doutorado, além de ter feito muita pesquisa e lecionado em graduação e pós-graduação por cerca de sete anos.
Além disso, desde 2015 eu sou servidor público lotado em cargos comissionados de livre nomeação. Apesar da instabilidade, trabalhar na administração pública sempre foi algo que sempre me atraiu, por acreditar em políticas públicas e o poder transformador que uma gestão de qualidade pode trazer.
Diante de um cenário um pouco frustrante do ensino formal superior, decidi sair da docência.
Pouco tempo depois saiu o concurso da Câmara Federal. Sem saber muito bem como começar a estudar eu contratei uma mentoria que foi bem importante para me organizar e orientar no material de estudos. Isso é relevante, para alguém que estudava em materiais acadêmicos e tinha pouco tempo disponível para estudos, não poderia perder tempo buscando métodos ou estudando em material que não se prestava para o concurso.
Vale destacar: foi com esta mentoria que eu conheci o TEC! Os cadernos extremamente organizados e subdivididos foram o diferencial. Eu estudava geografia, algo totalmente estranho a mim, só com as questões e comentários dos professores. Apenas com isso, em alguns momentos eu já passava os 80% de acertos.
Cerca de 1/3 do estudo era na plataforma. Fazer questões virava quase um vício.
Obtive o êxito da aprovação neste concurso, porém fora da única vaga e aguardo (torço) pela nomeação.
Este edital me chamou a atenção pelo cargo em si, seja pelos vencimentos, seja pela função exercida. As atribuições do cargo são realmente interessantes para quem gosta da pesquisa e se especializar numa área, além do fato que já trabalhei com produção de leis e decretos. Eu realmente gosto deste papel.
Apesar disso, passado o edital e os resultados, entendia que mesmo tendo chances da nomeação valeria a pena continuar estudando e buscando alocação em um cargo que possa trazer mais estabilidade, retorno financeiro e que a chance de exercer uma atividade bem feita com retorno para a sociedade.
De alguma forma, aos 36 anos algo dizia: Está na hora de ter uma carreira e pensar na qualidade de vida, não dá para trabalhar 12 horas por dia mais e ter os riscos da instabilidade.
3) Há quanto tempo estuda para concursos? Quantas horas por dia você estudava?
O estudo para o primeiro concurso, que narrei anteriormente, teve início em agosto de 2023 e foi até a prova em dezembro. Neste período eu estudava cerca de 21h semanais.
Sobre quantidade de estudo eu gosto de falar com os amigos três importantes variáveis:
Dito isso sobre o tempo de concurso para essa aprovação, vem tormentas que também fazem parte da nossa história de concurseiro.
De janeiro a abril de 2024, eu selecionei 5 matérias para estudar. Mas por falta de uma certeza e objetivo não estava estudando uma quantidade que gostaria, não conseguia bater 20 h semanais. Ainda assim, fiz uma prova de procurador da Câmara de BH. Fui até bem para quem estudava há pouco tempo, mas claro insuficiente.
O efeito psicológico me afetou um pouco depois da aprovação na Câmara sem ser no primeiro lugar. Não vou adentrar em todos os detalhes, mas tive uma avaliação dos títulos pela banca que não concordo até hoje. E diante deste momento ruim, faltava convicção do que fazer, afinal, não tinha o “cargo do sonho” para lutar por ele mais...
Parei de estudar. Muito desanimado. Em setembro eu compreendi que só os estudos poderiam me salvar daquele desânimo. Decidi que iria retornar aos estudos e aproveitei que já tinha feito inscrição para o TSE e ENAM.
Tracei a estratégia de estudar para o TSE, porém a partir das disciplinas em comum com o ENAM. Voltei a estudar cerca de 25 horas semanais. Sentia bem por isso.
Faltando alguns dias para o ENAM (cerca de 2 semanas), passei a apenas revisar e fazer questões da banca no TEC. Fiz o simulado com a ferramenta de simulado. Resolvia questões todos os dias. Só caderno de erros para revisar e questões.
No fim de outubro consegui fazer a prova, passar e pegar a habilitação para fazer os concursos da magistratura.
Mantive os estudos para o TSE com a mesma constância, quantidade e a estratégia de 1/3 do tempo de estudos resolver questões no TEC.
Ocorre que algumas semanas antes, resolvendo as questões e entendendo que meu nível ainda não estava suficiente para a aprovação, cheguei a uma outra conclusão e aprendizado relativo a este processo de estudos para concursos: eu precisava focar em uma carreira.
Continuei estudando, mas refletindo sobre isso. Uma grande amiga me fez despertar o desejo e um novo foco, prestar concursos para cartório. Assim, eu já fiz a prova do TSE sabendo que seria muito difícil ter uma boa classificação, e que eu precisava tomar a decisão de focar em uma carreira.
Eu até fui aprovado no TSE, que ainda está pendente de classificação após análise dos títulos, mas sei que será numa colocação ruim para nomeação.
De toda forma, aprendendo com erros e estratégias, desde dezembro estou no foco dos cartórios. Um novo mundo de disciplinas. Uma lógica de concurso bem diferente, a começar pelo ENAC, outra prova para obter apenas a habilitação (estou com a nota de corte no gabarito preliminar).
Hoje mantenho cerca de 3 a 4 horas por dia. Quando o conteúdo é novo, demando cerca de 1/4 do tempo no TEC. Após passar pelo conteúdo de base da matéria, aumento para 1/3 do tempo ou mais. Acho a plataforma essencial para a minha evolução, fixação e um desempenho cada vez melhor. Recomendo a todos. Nos grupos de concurseiros costumam me rotular “você que é do time TEC...”. O trabalho da equipe do TEC ajuda milhares de pessoas e eu sou um deles.
Sigo nos estudos esperando mais aprovações e uma nomeação que me faça acreditar que é hora de aposentar os estudos (para concursos). Enquanto isso, aprendendo com o processo, corrigindo os passos e sempre caminhando para frente.
4) Qual a importância da resolução de questões na sua preparação? Como o Tec te ajudou nessa tarefa?
Creio que ficou respondido no contexto de toda explicação anterior. O TEC é essencial para algumas funções do meu aprendizado como:
5) Recado aos demais concurseiros e considerações finais.
Creio que me expus bastante no relato, na tentativa de expor que acredito que é tudo um processo de amadurecimento e de teste. Passar ou não passar não mede seu conhecimento real sobre as matérias, mas apenas a habilidade de fazer bem a prova, além de contar com a “sorte” de cair algo como você estudou (sem esquecer que sua sorte precisa ser menor cada vez que você amplia sua preparação).
As comparações, o estilo de marketing das redes sociais, o medo, as dificuldades, são muitas variáveis que fazem com que o concurseiro sinta medo, sinta raiva, mal, inconformado, falta de esperança etc...
Não dá para romantizar tudo isso. É uma jornada muito árdua para uma grande maioria. As pessoas precisam não só aprender uma quantidade absurda de conteúdo, mas serem testadas e comparadas com os candidatos.
Para passar por esta jornada é importante ter autoconhecimento. Ser sincero consigo mesmo, da mesma forma que não devemos nos sabotar com pressão excessiva. Acredito que a cada dia que eu acordo às 5:30, com a companhia apenas do gato Haroldo, com meu café e o privilégio de ter material para estudar, eu posso me esforçar para estar melhor do que na semana anterior e que isso me trará frutos.
A fé que tenho gira em torno deste trabalho, sei que a energia despendida em uma tarefa, trará frutos bons. Não temos como mudar diversas injustiças socioeconômicas, de provas mal feitas, de problemas externos, mas temos como focar naquilo que nos cabe, que damos conta, que é nossa responsabilidade.
Quem estiver lendo esses pensamentos soltos, acredite que se organizando, se esforçando, você terá a oportunidade de conquistar o que quer, mesmo com todas as dificuldades. Não tem jeito, é como Emicida diz em uma música, cada um é o único representante do seu próprio sonho na terra. Então, meu amigo, ninguém vai lutar por você.
Espero fortemente que cada um encontre seu caminho e lute por seus objetivos!