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Yuri Camargos, 1ª (CN) - Técnico Judiciário (TRF 1ª Região - 2024)

Já conhece a história de sucesso de Yuri Valeriano Brito de Camargos? Veja mais depoimentos de alunos do TEC!

1) Quais são as suas aprovações (cargos e colocação)?

  • TCE-PE/2017 - ANALISTA DE GESTÃO – ÁREA: ADMINISTRAÇÃO - 2.529º AC;
  • TCE-PE/2017 - ANALISTA DE GESTÃO – ÁREA: JULGAMENTO - 596º AC;
  • CRM/2018 - Advogado - 3º CN;
  • ALAP/2019 - ANALISTA LEGISLATIVO - LEG. - TÉCNICO LEGISLATIVO - 52º AC / 12º CN;
  • BRB/2019 - Escriturário - 517º AC - NOMEADO EM 2022;
  • PGDF/2019 - ANALISTA JURÍDICO – ESPECIALIDADE: DIREITO E LEGISLAÇÃO - 12º CN;
  • CFQ/2021 - Advogado - 5º CN;
  • FUNPRESP-JUD/2021 - Advogado - 63º AC / 6º CN;
  • PGE-RS/2021 - Técnico Administrativo - 115º AC / 3º CN - NOMEADO EM 2022;
  • PGE-RS/2021 - Analista Jurídico - 176º AC / 5º CN - NOMEADO EM 2022 E 2023;
  • CFO/2022 - Procurador Jurídico - 20º AC / 1º CN;
  • CGU/2022 - TÉCNICO FEDERAL DE FINANÇAS E CONTROLE DF - 24º CN;
  • DETRAN-DF/2022 - ANALISTA EM ATIVIDADES DE TRÂNSITO - 122º AC / 14º CN;
  • DETRAN-DF/2022 - TÉCNICO EM ATIVIDADES DE TRÂNSITO - 496º AC / 68º CN;
  • CNJ/2024 - Analista Judiciário Área Judiciária - 9º CN;
  • TRF-2/2024 - Analista Judiciário Área Judiciária ES - 17º CN;
  • TRF-1/2024 - Analista Judiciário Área Judiciária DF - 455º AC / 26º CN;
  • TRF-1/2024 - Técnico Judiciário Área Administrativa - 22º AC / 1º CN NOMEADO EM 2025.


2) Qual sua formação e por que decidiu estudar para concursos? Fique à vontade para nos falar de sua história.
Sou formado em Direito e já entrei na faculdade com a intenção de fazer concurso público. Havia iniciado uma faculdade de economia mas acabei desistindo por diversos fatores.

Pra quem é de Brasília, não existe outra alternativa que não seja empreender ou fazer concurso.


3) Há quanto tempo estuda para concursos? Quantas horas por dia você estudava?
14 anos, desde o 2º semestre de 2012, quando iniciei a faculdade de direito =(

Não faço ideia de quantas horas por dia eu estudava. Teve uma época em que eu fazia esse controle, tinha planilhas com horas de estudo, lista de disciplinas que precisava estudar, materiais conforme os editais pros quais eu queria me preparar. O que eu posso dizer é que estudei muito durante a faculdade, até 2017. Nesse momento também resolvia exercícios, mas meu foco principal era em ler doutrina. Me preocupava demasiadamente em ter o domínio perfeito de cada assunto e conseguia esse domínio em alguns assuntos, mas o custo era negligenciar todo o resto. Posso dizer que fui capaz de construir uma excelente base durante a faculdade. Depois de 2017 passei a estudar muito menos até 2019, no concurso da ALAP. Estudar pra esse concurso foi a pior besteira que fiz na minha vida de concurseiro. Fiz a primeira etapa em fevereiro de 2020 e, logo depois, veio a pandemia. Passei 1 ano e meio estudando pra discursiva e arrasei, mas ainda fiquei longe das vagas (eram cerca de 30 vagas).  Imaginei que pelo fato do último concurso ter ocorrido antes de eu nascer, haveria muitas nomeações. Estava completamente enganado. Nomearam o pessoal das vagas e sequer renovaram o concurso por mais 2 anos.

Com relação a horas de estudos, sei que muita gente fica obcecada com isso, então acho importante dar um norte pro pessoal. Realmente não faço controle de horas de estudo, contudo tenho meus horários de estudo e dou meu melhor pra respeitar eles. Enquanto era bancário, tentava estudar 2 horas por dia durante a semana, resolvendo 50 questões, entre as 8 e as 10 horas, pra entrar na agência 11 horas, sábado o dia todo (isso eu não conseguia, haha, mas era a meta) e domingo pela manhã (conseguia com um grau relativo de sucesso). Tentei por várias vezes estudar depois do expediente, principalmente na reta final do concurso do DETRAN/DF, mas não tive muito sucesso. Depois de sair do BRB (dez/2023), consegui manter um ritmo de estudo melhor em alguns meses, mas relaxei um pouco em outros meses.

Aqui vai um parâmetro:
Em 2023, ainda como bancário, resolvi 1300 questões em março, 850 em abril, 100 em maio, 800 em junho, 1500 em julho, 830 em agosto, 1670 em setembro, 990 em outubro, 20 em novembro.

Em 2024, depois de sair do banco, até o presente, resolvi 1610 questões em dezembro/23, 2250 em janeiro/24, 1730 em fevereiro/24, 930 em março/24, 40 em abril (aqui comprei um PC gamer, haha), 220 em maio, 1410 em junho, 680 em julho, 2440 em agosto, 470 em setembro, 915 em outubro, 200 em novembro, não estudei nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro e agora em março retornei com 420 questões resolvidas até o meio do mês.

É assim que faço a mensuração do meu estudo. Não me preocupo em quantas horas estudei,  não me preocupo se o meu concorrente tá na cadeira estudando enquanto eu estou no meu jogo, não me preocupo se eu tenho que largar o estudo pra atender alguma demanda no serviço, não deixo de aceitar mais responsabilidades temporárias no serviço porque tenho que estudar, mas procuro sempre manter a quantidade de resoluções em um número elevado, com grau variado de sucesso ao longo dos últimos 2 anos.

Também é importante ressaltar que resolvo as questões com calma. Nas questões de múltipla escolha, resolvo e leio o comentário dos itens que me deixaram em dúvida com calma. O objetivo é saber por que cada item está errado, não me contento em saber apenas por que um dos itens está certo. Por esse motivo, inclusive, sugiro cautelar ao ficar olhando a quantidade de questões resolvidas. Quando começo em um assunto, obviamente, minhas resoluções são mais lentas porque gasto mais tempo corrigindo e lendo os comentários.


4) Qual a importância da resolução de questões na sua preparação? Como o Tec te ajudou nessa tarefa?
A grande virada de chave que fez eu melhorar meu desempenho de 2019 pra frente foi inverter as prioridades. Antes tentava estudar lendo o material, fazendo exercícios e tentando memorizar o material, nessa ordem. Então minha prioridade era ler o conteúdo. Sempre tive consciência e me esforcei para resolver questões, mas não fazia sentido na minha cabeça fazer questões de uma matéria sobre a qual não li nada a respeito. Então, na prática, apesar de eu achar muito importante resolver questões, essa era minha segunda prioridade e não a primeira. A partir de 2019, comecei a colocar a resolução de questões como a primeira prioridade. Ainda que eu não saiba nada do assunto, vou tentar resolver da melhor forma possível e ler os comentários. Ainda tento ler o material e memorizar assuntos importantes, mas essa não é a prioridade. Antes, na minha rotina, lia o material e fazia os exercícios sempre alternando, só ia além das questões que estavam junto com o material teórico quando dava tempo. Hoje resolvo as questões e, se der tempo, vou parar pra olhar o material teórico.

Foi inclusive por esse motivo que em 2023 migrei de outro serviço pro Tec Concursos. O principal pilar da minha preparação (e, ironicamente, o que custa mais barato) é a resolução de questões. Então, faz todo sentido investir nisso e ter as estatísticas, os filtros, as questões inéditas e os comentários bem organizados porque é disso que eu dependo pra ter uma boa preparação.

É importante dar uma advertência. Na minha opinião, esse estilo de ficar resolvendo questões mesmo sem saber do assunto é excelente para provas objetivas. Entretanto, tenho observado que meu desempenho nas discursivas sofre em decorrência disso. Desde 2021, venho consistentemente perdendo posições nas etapas discursivas dos concursos, inclusive fui eliminado do TJDFT/2022 na discursiva. Muitas vezes as questões objetivas cobram os assuntos de forma superficial, é importante saber um pouquinho de vários assuntos. Já as discursivas cobram profundidade em um único assunto e você precisa "adivinhar" qual o assunto que será cobrado na discursiva - dá pra saber olhando o padrão da banca examinadora.


5) Recado aos demais concurseiros e considerações finais.
Meu recado é pra manter as esperanças, a fé e seguir a vida. Concurso público é um jogo muito cruel. Não basta estudar. Você precisa saber escolher o ente certo, o órgão certo, o concurso certo e, ainda assim, pode dar tudo errado. Em 2021 fiz a prova de Analista da PGDF no meio do ano e a prova de Analista da PGRS no final do ano. Duas provas pro mesmo órgão, um do GDF e o outro do RS. Na PGDF, quase não há nomeações. O órgão vem priorizando a contratação de estagiários de pós-graduação e até o momento chamaram cerca de 50 pessoas. Na PGE-RS, toda hora tem nomeação, quem está disposto a ir pro interior do Rio Grande do Sul ou pra Brasília muito provavelmente será nomeado, a despeito de não estar bem classificado. Fiz a prova do DETRAN/DF porque queria sair do BRB logo, era um órgão que também tinha (e continua tendo) boas perspectivas de nomear vários aprovados. Levaram cerca de 1 ano pra nomear as pessoas aprovadas dentro do número de vagas e, ainda assim, não nomearam todas de uma vez. O concurso foi prorrogado no início do ano e o ritmo de nomeações não está muito animador. Suspeito que isso vai mudar no final de 2026 e início de 2027 porque o órgão realmente precisa de servidores. Então, reitero: mantenha as esperanças, faça as provas e siga sua vida. É o que eu estou tentando fazer.